Site pessoal de (Ana) Lou de Olivier 
   Casa      Direitos Autorais
 ATENÇÃO!!!! ESTES TEXTOS FORAM ESCRITOS ENTRE 1998 E 2000 INICIANDO OFICIALMENTE A CAMPANHA PELOS DIREITOS AUTORAIS EM 08 DE ABRIL DE 2000. AINDA HOJE, QUASE QUATORZE ANOS DEPOIS NAO CONSEGUIMOS ADESOES SUFICIENTES PARA DAR FORCA AO MOVIMENTO. A "NOVA LEI" ESTÁ PARA SER APROVADA E IRÁ PREJUDICAR MAIS AINDA OS AUTORES DE LIVROS DE DIVERSOS GÊNEROS. SE VOCÊ É AUTOR, LUTE PELOS SEUS INTERESSES, SE VOCÊ É LEITOR AJUDE-NOS A VENCER ESTA LUTA. CONTATE-NOS, JUNTE-SE A NOS, VAMOS MUDAR O BRASIL PARA QUE NÃO TENHAMOS QUE MUDAR DO BRASIL...

ATENÇÃO!!!!
Nova lei pode liberar xerox de livro inteiro e "uso didático" de um livro em sala de aula. O professor pode mencionar o livro, mostrá-lo e fazer citações pequenas. Resumindo, se agora já existem tantas copiadoras (papelarias) que xerocam livros, se a Lei for mesmo aprovada isso será oficializado e nós autores que já não nos sustentamos com a miséria que recebemos por nossos direitos autorais, teremos que abandonar de vez as pesquisas e publicações e assumir atuações em outras áreas. Isso desestimulará a continuidade de pesquisas e descobertas e, com o tempo, haverá somente lembranças do que foi publicado... sem novas descobertas, sem inovações, sem mais nada a declarar! Talvez quando isso ocorrer, todos questionem e entendam finalmente o propósito desta campanha de Lou de Olivier.
Atenção Escritores, Dramaturgos, Músicos, Jornalistas, Leitores, Ouvintes, Expectadores:

             Direitos autorais: Respeite quem escreve por você!    Este movimento é de todos nós! 

                                 Para melhor entender este movimento leia a seguir os artigos:  "Quanto vale um livro",  "Quanto merece um Autor" e  "A novela sem patrocinador"


Quanto vale um livro? (autoria Lou de Olivier escrito por volta de 1998 Entenda como um livro é criado e qual seu real valor, lendo este texto...

Um livro não é apenas um determinado número de páginas, com algumas centenas de palavras ou frases; Um livro contem em suas páginas, os vários anos de estudos do autor, sua experiência de vida e dentro de sua área de atuação, suas opiniões e, em caso de pesquisa científica estas opiniões também são fundamentadas em outras pesquisas e/ou literaturas que envolvem opiniões e experiências de tantos outros profissionais da área a que o livro pretende esclarecer. Além disso, um livro também contem o trabalho de elaborar, digitar e corrigir o texto, as vezes, adentrando pela madrugada para não perder a linha de raciocínio. Tudo isso faz parte do direito autoral. Apos todo este trabalho, o livro é levado para a revisão, (que em alguns casos é feita por mais de um profissional), provas e edição. E todo este processo pode levar meses e ate anos para concluir-se. Depois disso o livro é embalado e está pronto para ser comercializado. Então estipula-se um preço simbólico para ele. 

    
E por que simbólico?

Levando-se em conta tudo o que já foi dito anteriormente e ainda todos os gastos de uma pesquisa de campo, seja científica ou não (exemplo: livros para fundamentação, testes aplicados, transporte/alimentação do(s) pesquisador(es), anos de estudos, etc.), somando-se todos os gastos, uma pesquisa custa NO MINIMO R$ 20.000.00 (vinte mil Reais) por ano. Quando o autor não tem nenhum patrocínio e banca suas próprias pesquisas, quase sempre passa por privações, deixa de comprar um carro novo ou fazer uma viagem de ferias para investir o pouco que ganha em novas publicações. E, se o faz, não é por puro masoquismo, mas pelo sentimento altruísta que o move, por querer dividir seus conhecimentos com todos os que se dispuserem a ouvi-lo, ou melhor, a lê-lo. Agora talvez seja mais fácil entender que um livro no tem preço e que o valor pago por ele torna-se simbólico, não é?

Ao leitor cabe apenas pagar este valor, ler e aprender em algumas horas de leitura o que o autor pesquisou e/ou viveu por muitos anos. Por tudo isso, pense bem antes de questionar o preço de um livro ou xerocá-lo na papelaria da esquina. Quando você acha um livro caro esta desprezando o trabalho de todos os envolvidos na confecção e venda do mesmo. E, quando você xeroca um capítulo ou todo o livro, esta desestimulando o autor a reinvestir em outras pesquisas, está  pagando para o dono da papelaria (que xeroca o livro) parte do direito autoral a que o autor tem direito e está desprezando todo o processo de criação e confecção do livro. 

Colabore Respeite os direitos autorais, pague seu preço, ainda que simbólico e diga não a copia não autorizada. Desta forma todos ganham: O autor que se sente estimulado a continuar pesquisando e escrevendo, os profissionais envolvidos na confecção e venda do livro e, principalmente, você, que terá sempre novos livros, que autores satisfeitos e bem remunerados farão questão de continuar publicando.
Boa leitura!  By Lou de Olivier


Quanto merece um autor? (autoria Lou de Olivier) escrito por volta do ano 2000.  
 
    Este texto foi criado para informar ao publico e dar consciência do valor de um autor e do quanto merece por seu trabalho.    

Dando continuidade a Campanha: Direitos autorais, respeite quem escreve por você é preciso analisar o seguinte: Como já foi dito, para chegar a publicar um texto, o autor estuda muito, pesquisa (teoria e/ou pratica), perde noites de sono tentando concluir ideias e, se for escritor independente, ainda paga por todo o custo da produção. E, quando tem seu livro pronto, não tem opção de vendas; ou aceita a porcentagem abusiva exigida pelas livrarias ou deixa seu livro mofando num canto de sua sala. As livrarias chegam a cobrar 40, 50 e ate 60 por cento dos autores independentes, geralmente para manter os livros empoeirados e mal divulgados. (*E ATENÇÃO: Felizmente isso já está mudando, já há algumas livrarias empenhando-se na divulgação dos nossos livros e isso significa que nossa campanha, mesmo com poucas adesões, já está surtindo efeito). 

No caso de autores contratados por editoras, esta porcentagem de vendas chega a 90 por cento. E vale lembrar que, desses 90%, em alguns casos, 60% ficam com as livrarias, restando apenas 30% para distribuidores, editores e outros envolvidos na produção de livros. Não existe lei que estipule porcentagens para este tipo de transação que é livre para as partes. 
Mas, se não há lei que obrigue o autor a aceitar este abuso, por que todos aceitam?   

Basicamente por desinformação e/ou comodismo: afinal há outras formas de se comercializar um livro: Organizando um grande lançamento, fazendo parcerias com lojas/bancas de jornais ou ate vendendo porta a porta ou por entrega via correio.  Claro que tudo isso dá trabalho e é preciso investir tempo e dinheiro. Por isso, todos acabam aceitando o "cartel", pois assim não tem gastos. Mas, em compensação, também não tem um ganho real, além do status de ter escrito o livro. Se o livro vende bem, ganham pela quantidade, se não vende, ficam com o status e, as vezes, com a cobrança de que poderiam ter escrito coisa melhor.

Como ninguém vive de status, está na hora de mudarmos este esquema.

Como? 

Exigindo que todo o sistema de vendas de livros nos respeite como seres humanos, não como mercadoria descartável. Mostrando que somos profissionais e, como tal, somos essenciais pois, sem nós, as livrarias não tem o que vender, editoras não tem o que editar, enfim, sem os autores, os livros deixarão de existir! Que temos direitos sobre o que escrevemos e não aceitamos qualquer migalha a nós oferecida. Não precisamos de esmola, precisamos de uma justa remuneração por nosso trabalho.

Um vendedor de carros ganha aproximadamente 10 por cento do valor de suas vendas. Um corretor de imóveis ganha 6 por cento das vendas, um vendedor de consorcio ganha UM POR CENTO e um vendedor de roupas aproximadamente 5 por cento sobre o que vende. Porque então o vendedor de livros (é isso que uma livraria é: Vendedora de livros), tem que lucrar até 60 por cento? Lembrando que ainda há a remuneração das distribuidoras, no final, até as editoras acabam prejudicadas pois recolhem por volta de 20% do valor do livro... Sendo assim o autor que investe tanto em pesquisas e vivências recebe 10%, a editora que investe na confecção do livro fica com aproximadamente 20%, às vezes até menos. O restante fica no "percurso", ou seja, distribuidoras, livrarias...

Se todo o trabalho e responsabilidade pelo texto recai sobre o autor e, em edições independentes, também o custo da edição, por que este tem que ser assaltado desta forma?  Por muito tempo, eu propus uma nova divisão porém até hoje não houve aceitação sequer na negociação da minha proposta, por isso, volto a propor, desta vez, uma negociação aberta, afinal, todos tem seus pontos de vista, todos tem suas necessidades. Mas precisamos com urgência, conversar e negociar algo justo e lucrativo para todos. 

Precisamos nos unir e lutar por nossos direitos. Se todos os autores se unirem nesta campanha certamente teremos nossos direitos (todos) respeitados.

Se você é autor e concorda com o que defendemos, junte-se a nos, ajude-nos: Visite, opine e indique nossa campanha e site. E, acima de tudo, lute por seus direitos, exija melhores comissões e mais respeito aos seus livros e a você mesmo! Se você é editor, distribuidor, livreiro, enfim, todos os envolvidos na confecção e venda dos livros, contate-me. Vamos dialogar! 
Neste momento precisamos nos unir (todos os que vivem direta ou indiretamente dos livros), a nova lei pode autorizar o já descabido mercado de xerox de livros e ai sim, estaremos todos definitivamente prejudicados...

ESTÁ INICIADO O MOVIMENTO PELA MUDANÇA! Direitos autorais: Respeite quem escreve por você!


A novela sem patrocinador: (autoria Lou de Olivier) escrito em 2012     
                         
Na madrugada, silencio quebrado por sons de teclas, antigamente seriam teclas de uma máquina de datilografia ou “de escrever”, atualmente são um teclado de computador... Mais um capítulo delineia-se por intermédio dos dedos ágeis do autor (ou autora).. Em algum momento ele (ela) pode fumar ou beber ou, se for mais naturalista, pode apenas espreguiçar-se, andar até a janela, aspirar profundamente e depois retornar aos seus escritos...

É manhã quando ele (ou ela) autor (ou autora) finalmente termina de escrever seu texto... É um novo livro didático (que levará muito conhecimento aos alunos e professores) ou texto teatral ou quem sabe uma letra de musica ou ainda algumas poesias... (que irão ensinar, divertir, conscientizar os leitores, expectadores e ouvintes). Feliz, junta as paginas, toma um café às pressas e corre a registrar seu novo filho.

Burocracia, tem que entrar no site BN, preencher e imprimir GRU, páginas de registros, ir ao banco, pagar taxa, ir até a BN, pegar fila... Mas enfim, consegue seu protocolo de registro e a promessa de registro definitivo para daí uns sessenta dias...

Hora de ensaiar seu texto teatral ou enviar sua letra de música para avaliação ou enviar seu novo livro para apreciação de editoras ou, quem sabe, inscrever-se com suas poesias em alguma antologia. Ai vem a realidade, o grupo de teatro tem boa vontade mas não tem patrocínios, a letra de música pode cair nas mãos de um mal-intencionado que até a grava como sendo dele, excluindo o verdadeiro autor, as editoras estão saturadas de textos enviados e as antologias acabam sendo divulgadas apenas entre os participantes.

As opções são ainda, fazer uma edição independente do seu novo livro e para isso precisa de muito dinheiro, dar “sorte” encontrando um famoso que grave sua música e lhe dê os créditos, encontrar uma editora que banque a produção de seu livro e que, além disso, invista em divulgação de seus autores... o que é raro mas existe! E, em meio a tudo isso, os órgãos que deveriam fiscalizar e auxiliar os autores, são os que menos funcionam e, em alguns casos, arrecadam fundos sem repassar aos autores ou não recolhem, enfim, cada órgão falha em algum ponto...

Enquanto isso o publico (leitor) reclama, o ingresso do teatro é caro demais, o livro é caro, comprar CD também é caro e poesia... Pra que isso? Mais fácil é fazer download pela internet ou xerocar livros na papelaria, comprar copia pirata de CD/DVD...
Um maço de cigarros custa no mínimo R$ 3,00, uma cerveja no supermercado custa aproximadamente R$ 2,00, num bar muito mais... Um simples happy hour custa, no mínimo, R$ 30,00, isso não é caro mas pagar R$ 25,00 num livro que poderá até ajudá-lo a se livrar dos vícios é caro, pagar entre R$ 30,00 e R$ 50,00 num ingresso teatral de uma peça que provavelmente o faça cair na real ou, no mínimo, rir muito, é caro, pagar R$ 30,00 num CD com música que lhe fará relaxar ou curtir um bom momento, é caro... 

Leitor, expectador, ouvinte sensibilize-se com a necessidade que os autores tem de pagar suas contas e viverem dignamente com o fruto de suas criações literárias. Autores, lutem pelos seus direitos... E enquanto você lê este e outros artigos neste site, aquele(a) autor(a) do inicio deste texto atende a porta, diante da insistente campainha... É a ordem de despejo em conseqüência da novela sem patrocínio que ele(a) teimou em escrever a vida toda... 

Ao assinar a referida ordem de despejo ele(a) finalmente acorda e contata a Lou de Olivier dizendo, cara colega, entendi sua campanha sozinha estes quase treze anos, vamos somar forças, vamos lutar pelos nossos direitos, vamos mudar para sermos respeitados... E, no final, a novela sem patrocínio ganha força porque, acima do dinheiro está o poder da união... By Lou de Olivier
 Uma triste curiosidade: Carlos Drumond de Andrade foi Farmacêutico e, posteriormente, Funcionário Publico (Político). Cecília Meireles teve importante atuação como Jornalista, além de pintora e professora... José Martiniano de Alencar foi Jornalista, Político, Advogado, Orador, Dramaturgo... Nelson Rodrigues foi Jornalista tendo atuado em diversos veículos de comunicação em diversos segmentos inclusive o esportivo... Guimarães Rosa foi Médico e Diplomata...
Fernando Pessoa trabalhou em várias firmas comerciais de Lisboa como correspondente de língua inglesa e francesa. Foi também Empresário, Editor, Crítico Literário, Jornalista, Comentador Político, Tradutor, Inventor, Astrólogo e Publicitário... Arthur Conan Doyle (o famoso autor deSherlock Holmes) foi Medico e viveu entre o status de seus escritos e a realidade de suas lutas na Medicina e, posteriormente, na Política... Estas foram as reais profissões de alguns dos maiores nomes da literatura e dramaturgia ao mesmo tempo em que produziam as suas obras literárias em verso, em prosa e em dramaturgia. E estes são só alguns casos, a grande maioria dos escritores e dramaturgos (inclusive os da atualidade) não consegue sustento através de seus escritos, tendo que trabalhar em outras áreas para sustentar"o sonho de ser Escritor". Até quando esta situação irá se protelar? Até quando os Escritores de todos os gêneros se unirem verdadeiramente para lutar pelos seus direitos e os leitores ou expectadores entenderem o grande valor de uma obra publicada e/ou encenada.