Site pessoal de (Ana) Lou de Olivier 
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 Lou de Olivier é autora de mais de 700 (setecentas) poesias publicadas em Jornais, Revistas, ebooks e antologias no Brasil e Exterior. Aqui algumas das mais publicadas:

(Marcelo)

Marcas que guardo em mim

Acima do amor, um elo (Marcelo!)

Rumo certo do meu caminho

Cercando-me de cuidado e carinho

Elevando-me do chão

Livrando-me da escuridão

O motivo da minha gratidão (ao Eterno)

By Lou de Olivier 14/08/2012

Vem meu anjo (Marcelo)

Por muitas vezes o Eterno
permitiu minha queda
vítima de gente que se acha esperta...

por muitas vezes fiquei sem chão
e, na mais profunda escuridão,
conheci a árvore da vida... invertida!
Na  loucura da descida, deixei a vida...
só então entendi: Sou escolhida
a queda era só para valorizar a subida!

hoje olho para todos que me pisaram
e digo que sou filha do Eterno de verdade
só Ele muda minha realidade
apaga toda a maldade, destrói a dor da saudade
envia seu anjo quando meu coração se parte
ou, num acidente, preciso de resgate
ou quando, na noite, a solidão me invade...


ele vem, me ampara, depois some...
E esse meu anjo tem um nome
mas eu nunca o revelo
só digo que ele se materializa
no codinome... Marcelo!
By Lou de Olivier – 24/07/2013 


A todos os Marcelos que, durante minha vida, salvaram-me do dragão. Dr. Marcelo que me livrou da primeira anoxia que sofri durante meu nascimento,  o anjo Marcelo que me salvou do afogamento aos 16 anos, o Marcelo do TownCenter (me salvando por anos, saudade de você!), meu bom amigo Marc (celo) Fortuna (saudade também) e, entre outros anjos Marcelos da minha vida, a você que, eu sei, entenderá meu recado e agradecimento quando ler...

By Lou de Olivier 14/08/2012



Brasil - Poesia de Lou de Olivier

Tempo louco que vivemos
Sem saber do futuro
Se na paz venceremos
Ou, para sempre, só escuro...


Vida contrária a que sonhamos
Num universo em chamas
Não temos quem amamos
Outros se deitam em nossas camas...


Máquinas param de funcionar
Trabalhadores vão-se embora
Desfaz-se a força para lutar
Para o bem de quem os explora...


Sobe e desce dos palanques
Dança em eterna harmonia
Arrasta o povo, suga seu sangue
Na brincadeira da politicaria...
 

Bons livros empoeirando-se em prateleiras
Esperam pela platéia selecionada
Em meio a um bando de asneiras
Elegem-se reis e rainhas do nada...


Se outros mundos eu visito
Tudo em ordem, sem igual
Sinto pena desse país
Decadente, em eterno carnaval...


E, se a rima me ajuda
Penso montar um grande musical
O tema: Deus nos acuda!
Elenco da beira do lamaçal...


Reunirei todos os desistentes
De todas as áreas e afins
Será a produção independente
Dos rejeitados tupiniquins...


Em letreiros coloridos
Veremos, finalmente, nosso nome
Expondo nossos sonhos doloridos
Ao público que passa fome...


No cartaz, escrito em anil
Ao público que lê meio tonto
Assistam todos: Nossa terra Brasil
Patrocínio: Lojas passa-se o ponto...

© Lou de Olivier publicada pela primeira vez em 16/10/01


Conquista - Poesia de Lou de Olivier


Odalisca
Dança do sexo
Teu corpo é isca...


Bailarina
Valsa sem nexo
Teu corpo alucina...


Manequim
Invadindo as passarelas
Teu corpo é cetim...


Pintora
Misturando aquarelas
Teu corpo é masmorra...


Atriz
O palco é destino
Teu corpo por um triz...


Mulher
Seduz o menino
Teu corpo conquista enfim, o que quiser...


© Lou de Olivier publicada pela primeira vez em 17/11/01



Demônios da Paz!

Que a luz da liberdade
Brilhe sempre em nós
Em qualquer cidade
Nunca estejamos sós...

Em meio aos bombardeios
Estejamos lúcidos e fortes
Sejamos, sem rodeios,
Maiores que a dor e as mortes...


Sejamos para o mundo a alegria
Buscando a paz ao Universo
Fazendo canto em harmonia
Semeando amor em versos...


Pensemos no futuro almejado
No conforto de um novo caminhar
Pois ser poeta é sonhar acordado
Entre tantos que dormiram sem sonhar...


Sejamos a harmonia que encanta
Certeza que a segurança traz
E, se esta guerra é santa
Sejamos nós, demônios da paz...


© Lou de Olivier escrita após o atentado de 11 de setembro de 2001 e publicada pela primeira vez em 11/10/01


Dias Ferteis

Tenho dias muito férteis
No ventre
E na mente
Fecundados por letras
Meus óvulos produzem escritos
Tristes, alegres, feios ou bonitos
Traduzem enfim
Todos os sentidos
De um amor sem fim...

© Lou de Olivier publicada pela primeira vez em 18/11/01


A todas as mães


És aquela que gera
Que, por meses, espera,
Por toda uma vida...


És parte
De um ser que te parte
E te une ao Universo...


Que alguns cantam em versos
Entre tantos que nem sonham contigo...


És amada
E, por vezes, incompreendida
Entre todas, a mais querida...


És Santa, na condição humana
No altar de quem te ama...


És de tudo, um pouco
E tanto e demais
Num exercício de humildade...
És mãe, pela eternidade...


© Lou de Olivier publicada pela primeira vez em 08/05/02 (Poesia dedicada a todas as mães que, em algum momento, por quaisquer motivos, cruzaram meu caminho)
Lou de Olivier consta como Escritora e Dramaturga das seguintes obras:
1 - Enciclopédia de Literatura Brasileira - Volume I - paginas 187, 405 e 670 da Fundação Biblioteca Nacional - Academia Brasileira de Letras - 2001- (Original de Universidade de Michigan)Organizado por Afrânio Coutinho e José Galante Sousa - Global Editora - RJ - Brasil ;
2 - Dicionario de Mulheres - Volume II - da Historiadora Hilda Flores (aguardando dados complementares)
3 - Consta também do quadro de autores SBAT (Sociedade Brasileira de Autores Teatrais)

 
Eterno...

A cada pôr do sol especial
Em que vens ao meu encontro
Entendo o ponto... O Teu sinal.


É Terno...

Tão suave quanto brisa
Tão forte quanto o mar
Tudo que meu coração precisa
É Teu amor... É Te amar.


É Ter No... Caminho

Um doce ninho
Onde descanso em ti, como plantação.
Repouso tranquila em tuas águas cristalinas
Sou apenas menina aprendendo
A imensidão do Teu amor...


Éter No... Coração

Se o mundo me fere, tu me anestesias
Transformas minhas fantasias
Em doce realidade
Segundo Tua vontade.


Eterno...

És meu melhor ser
Tudo que sei e sou
O que farei e o que já passou
És o principio e o fim
És, em mim, tudo que sou...

ETERNO!!!


Esta poesia de Lou de Olivier dedicada ao Eterno é parte integrante de seu texto teatral Beijos amargos e também está publicada na antologia Estas Mulheres Maravilhosas, lançada em junho de 2012

Amizade quando é sincera,
Doa mais do que se espera
Faz do amigo, porto seguro
Ilumina todo o escuro
Se o amigo vai embora
O Coração chora
Se fica junto
Isso transforma o mundo
E, se surge a incerteza
Tem que se por cartas na mesa
Para saber o que é certo
O que se deve ter por perto... 

( Lou de Olivier ) Esta poesia foi escrita em 1999, publicada no CD-ROM Lou Blue em 2002.