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 Pioneirismo de Lou de Olivier na área Artística:

Lou é triplamente pioneira na área artística, além de ser pioneira da TV brasileira, Lou foi a primeira criança no mundo a gravar um disco (vinil) profissional com apenas três anos de idade. Na verdade, Lou gravou aos 2 anos e  9 meses, mas quando o vinil foi para as lojas, ela já tinha completado três anos. Na época, somente Rita Pavoni na Itália havia gravado com cinco anos e detinha o "record", agora superado por Lou (ou a garotinha Ana Lourdes como era conhecida)... Ficou conhecida por seu bordão a cada entrada nos palcos quando Ayres Pinto lhe perguntava:
- Qual seu nome?
- Ana Lourdes de Oliveira, com três anos e ainda solteira... Vai querer???
Lou também foi pioneira porque gravou uma música de protesto em plena "Revolução de 1964". Sonho de Criança, falava da liberdade dos pássaros e da necessidade de se voar livremente. Foi a canção precursora de diversas outras lançadas alguns anos depois por Chico Buarque, Caetano Veloso e a mais cantada e conhecida que foi "Pra não dizer que não falei de flores" de Geraldo Vandré

Ouça esta música neste vídeo

Porém estes não foram seus únicos atos de pioneirismo nesta área... Lou também conquistou o direito ao DRT para ela e todos os seus colegas de faculdade... 

Quatorze anos depois, continuava estudos de dança e canto e, tendo iniciado estudos na área teatral para recuperar a memória perdida por causa de uma anoxia por afogamento, a Lou encantou-se com a nova forma de usar o palco (antes era só a dança e o canto) e decidiu cursar uma faculdade na área. Devido a grandes falhas na memória que continuava abalada, inscreveu-se em primeira opção para Educação Artística e em segunda opção para Artes Cênicas. 


Estava certa de que não passaria na primeira opção, mas tinha chances de classificar-se na segunda e, assim, cursar a tão sonhada área de Artes Cênicas.

Foi uma grande surpresa ver que passou na primeira opção e também passou no teste para o grupo de teatro universitário que estava sendo formado para representar a faculdade em concursos e festivais...            
                                                                                                
  Foi assim que, ela viu-se cursando Educação Artística, quando na verdade, seu sonho era o teatro, mas essa fase lhe serviu como experiência para conhecer outras formas de artes como plásticas, desenho e pintura, além das que já dominava, ou seja, a dança e o canto

Ao terminar o curso de Educação Artística, optou pelo bacharelado em Artes Cênicas e, na seqüência, cursou Musicoterapia. Foi integrante da primeira turma de Musicoterapia em nível superior nesta faculdade paulista. Ao mesmo tempo o grupo de teatro destacou-se tanto com um musical "Francisco o irmão sol" que acabou entrando em temporada semi profissional. Lou desempenhou dois papéis nesta produção: "Santa Clara"(protagonista) e "Maria Idiota de Carvalho", uma personagem criada pela Lou e integrada a criação coletiva do GT Martup, nome do grupo de teatro.



 
Convidada a fazer comerciais e uma novela, Lou precisava do DRT, o registro exigido para que se possa atuar profissionalmente na área artística. Era um registro tão difícil de se conseguir na época que havia até os "figurantes profissionais" , pessoas que sujeitavam-se a inúmeras figurações só para juntar comprovações de trabalho e entrar com o pedido de registro.
                                                                                              Lou, achou que, se tinha cursado uma faculdade na área não precisaria sujeitar-se a isso, dirigiu-se diretamente ao Ministério do Trabalho e pediu informações. Notou que sua faculdade não constava da lista de cursos reconhecidos. Foi orientada a procurar o MEC e informar-se sobre a situação da sua faculdade. No Mec a situação era a mesma, a faculdade não constava como reconhecida na área teatral, apenas como conservatório musical. Durante duas semanas, Lou correu do SATED (Sindicato de Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões) ao MEC e do MEC ao MT e vice-versa sem nada conseguir até que lembrou-se de um número que havia visto numa circular da faculdade. Voltou ao MEC e quase enlouqueceu a atendente fazendo-a descer livros e mais livros empoeirados em que Lou procurava o bendito número que representava o decreto que reconhecia sua faculdade na área teatral.

Três dias depois, finalmente encontrou a página com o decreto em dois livros e ai esbarrou em outro problema; os livros não poderiam sair da sala dos arquivos para serem xerocados. Lou não pensou duas vezes para exigir que a atendente a acompanhasse até a copiadora mais próxima, que ficava a dois quarteirões do local. Afinal, se ela não podia sair com os livros, a atendente podia, era funcionária e...


Não se sabe se foi por solidariedade ou para ver-se livre da Lou, que a atendente logo aceitou o "convite" e lá se foram as duas carregando dois livros enormes e empoeirados pelas ruas. Todas as cópias xerocadas, Lou voltou ao SATED e MT e deixou as cópias e o pedido de registro de seu DRT. Alguns dias depois, ao retirar sua carteira de trabalho que exibia o carimbo "Artista diplomada", Lou foi elogiada pelo funcionário do MT, disse ele que, se não fosse a grande insistência dela, não teria conseguido provar o reconhecimento de seu curso, não teria seu registro como diplomada e, principalmente, não seria precursora desse registro que até aquele momento só era concedido aos alunos da ECA/EAD.

A partir desse dia, os colegas de curso de Lou, também deram entrada aos seus registros como artistas diplomados e até diziam animados que a faculdade deveria exibir um busto de Lou na entrada e não de Marcelo Tupinambá que era o homenageado no busto e no nome da faculdade. Este ato de coragem e perseverança de Lou de Olivier não só beneficiou os colegas da Faculdade de Artes Marcelo Tupinambá mas também deram margem para que outras escolas buscassem registros e implantassem cursos profissionalizantes. E hoje há diversidade de cursos que oferecem profissionalização dos cursos e DRT aos seus alunos sem que, no entanto, se saiba a origem desta conquista que está na iniciativa pioneira de Lou de Olivier. 

Esta e outras conquistas de Lou de Olivier estão registradas em livros históricos como:  nas paginas 279 e 280 do livro Brasil de todos os povos/São Paulo, sua Historia, seus monumentos - Destaques e Personalidades - do ano de 2009, do Instituto Biográfico Brasileiro, nas paginas 532 e 533 do Dicionário de Mulheres - Volume II - da Historiadora Hilda Flores. E também  no livro historico Brasil de A a Z(aguardando mais informações).  Lou de Olivier também consta como Dramaturga na Enciclopédia de Literatura Brasileira - Volume I - paginas 187, 405 e 670 da Fundação Biblioteca Nacional - Academia Brasileira de Letras - 2001- (Original de Universidade de Michigan). Organizado por Afrânio Coutinho e José Galante Sousa - Global Editora - RJ - Brasil.

Leia a história romanceada de Lou de Olivier durante a fase desta primeira faculdade: A irmandade (GT Martup) - clique aqui